Avis

O concelho de Avis insere-se no distrito de Portalegre, a 60 km desta capital de distrito e sensivelmente à mesma distância da cidade Património Mundial, Évora. Avis faz fronteira, a norte, com Alter do Chão, a oeste, com Ponte de Sor, a sul com Mora e Sousel e a este com Fronteira.

Este território possui uma superfície de 606km2 dividida pelas freguesias de Avis, Aldeia Velha, Ervedal, Figueira e Barros e pelas uniões de freguesia de Benavila e Valongo e também Alcórrego e Maranhão. O concelho é irrigado por diferentes linhas de água, das quais se destacam a ribeira de Seda, de Avis e Sarrazola, onde se insere a albufeira do Maranhão, incluída na bacia hidrográfica do rio Tejo. A construção da barragem do Maranhão, na década de 50 do século XX, alterou de forma significativa a paisagem existente.

As condições naturais, nomeadamente, a existência de áreas de solos férteis e a abundância de recursos hídricos, aliados a uma fauna rica em termos cinegéticos e piscícolas, tornaram o território de Avis atrativo para a fixação populacional. Os vestígios mais antigos de povoamento são do Paleolítico. Do Neolítico permanecem inúmeros monumentos megalíticos – antas – que existem no concelho. Estes vestígios aparecem na proximidade de linhas de águas, em áreas onde são escassos os afloramentos graníticos. Da época romana conhecem-se povoados rurais, certamente impulsionados pela proximidade a algumas das mais importantes vias terrestres. Na sua obra, Vias da Lusitânia, Mário Saa identifica a estrada que ligava Juromenha a Ponte de Sor e que atravessava Benavila e Ervedal. Do período Islâmico resultam os topónimos Benavila e Bembelide, antiga denominação para o lugar do Maranhão.